Ter uma alimentação saudável passa muito pelo equilíbrio e diversidade de alimentos que compõem cada uma das nossas refeições, sendo estes fundamentais para que possamos desfrutar de uma vida plena e envelhecer com saúde no corpo e na mente.  Esta é uma preocupação que não deverá de todo ser passageira, mas sim consistente e regular com o passar do tempo, deixando de parte os maus hábitos alimentares que tantos problemas nos causam.

Importa referir que hábitos alimentares saudáveis não são sinónimo de uma alimentação restritiva ou monótona, uma vez que a variedade é considerada um dos pilares fundamentais para uma boa alimentação, pelo que quanto mais diversificada for a sua rotina alimentar, melhor esta será do ponto de vista nutricional! O importante é saber dosear aqueles alimentos menos saudáveis que tanto aprecia, de modo que estes passem a fazer parte da exceção e não da regra que caracteriza a sua rotina alimentar.

Por outro lado, é imprescindível que opte por equilibrar a energia que consome e aquela que gasta por dia, não devendo consumir mais energia do que aquela que consegue gastar, pois o resultado irá traduzir-se num aumento de peso muitas vezes indesejável. De um modo simples, quanto menos energia gastar no seu dia a dia, menos calorias deverá consumir, sendo que o inverso também se aplica.

Neste sentido, e de acordo com a nova roda dos alimentos, partilhamos agora consigo os princípios fundamentais que estão na base de uma alimentação saudável:

  • Equilíbrio – Obtido a partir do momento em que passamos a ingerir alimentos pertencentes a cada um dos grupos que compõem a roda dos alimentos, devendo privilegiar o consumo de cereais, tubérculos, frutos e hortícolas, pois são estes os alimentos que fornecem a energia necessária para o correto funcionamento do nosso organismo
  • Diversidade – Conquistada a partir do momento em que optamos por consumir alimentos diferentes, dentro daqueles que são os grupos que constituem a roda dos alimentos: lacticínios; carne, peixe e ovos; leguminosas; cereais, derivados e tubérculos; hortícolas; gorduras e óleos; frutas e água. A escolha destes alimentos pode ainda ser feita de forma semanal ou sazonal, optando por refeições mais leves no verão e por outras mais consistentes no inverno
  • Complementaridade – Para além da importância da variedade de alimentos referida do ponto anterior, é fundamental que não se esqueça de ingerir água diariamente e nas quantidades certas, para que o seu organismo se mantenha hidratado e purificado, evitando assim a acumulação de resíduos e toxinas prejudiciais à saúde. A ingestão diária de água recomendada varia entre os 1,5 e os 2 litros.

 

Existem alimentos proibidos para uma alimentação saudável?

Ao falar de uma alimentação saudável, é possível afirmar que não existem alimentos proibidos, mas existem sim alimentos cujo consumo deve ser feito com moderação, que é o caso dos alimentos excessivamente calóricos como as gorduras, os açucares e o sal.

Para quem não sabe, as calorias são um dos principais inimigos associados à nossa alimentação, sendo que os seus efeitos na nossa saúde nem sempre são visíveis, aumentando assim o perigo associado ao seu consumo frequente. Isto, porque as calorias tendem a acumular-se nas nossas artérias, dando origem e diversas patologias graves, de entre as quais se destacam a diabetes e as doenças coronárias.

 

Quantas vezes devemos comer ao longo do dia?

Outro dos aspetos que importa referir e que está na base de uma dieta equilibrada tem a ver com a quantidade de refeições que fazemos, sendo que o aconselhado na grande maioria dos casos é fazer cerca de 6 refeições diárias, não devendo estar mais de três horas consecutivas sem comer.

É importante comer bem naquelas que são consideradas as três refeições principais, o pequeno-almoço, o almoço e o jantar, de modo a evitar que nos momentos de fome as nossas escolhas recaiam sobre os alimentos menos saudáveis. Além das refeições principais, pode ainda optar por pequenos snacks ricos em fibra e pobre em açucares, como é o caso de uma peça de fruta, um iogurte ou ainda duas a três bolachas de água e sal.

 

O que nunca pode faltar às refeições principais?

São considerados indispensáveis para as refeições principais os seguintes tipos de alimentos: uma fonte rica em proteína animal, como é o caso do peixe, da carne e dos ovos; uma fonte de hidratos de carbono complexos, como o arroz, a massa e a batata, ainda que estes devam surgiram em porções menores que os restantes alimentos; e por fim os produtos hortícolas, não existindo nenhum inconveniente em que estes surjam em maiores quantidades do que os hidratos de carbono, sendo até aconselhável que assim o faça.

 

Existem alguns truques para controlar o consumo excessivo de alimentos?

Talvez uma das dicas mais conhecidas e recomendadas seja o consumo de água, não só durante a refeição como também ao longo do dia, uma vez que esta tende a criar uma sensação de saciedade permanente, reduzindo assim a quantidade de alimentos ingerida.

Outro dos aspetos que poderá ajudar está relacionado com o facto de começar a sua refeição com uma sopa como forma de introdução ao prato que se segue, diminuindo desde logo o apetite voraz, o que tende a traduzir-se numa redução significativa da quantidade de comida presente no segundo prato.

 

De que forma conseguimos melhorar a nossa digestão?

O segredo está em fazer cada uma das refeições principais com calma, sendo aconselhado disciplinar o seu organismo a uma rotina diária, comendo sempre a horas fixas e sem grandes pressas.

Acontece que ao comer rapidamente, o seu corpo acaba por impedir que o seu cérebro envie mensagens de saciedade ao organismo, levando a que ingira mais alimentos sem que sinta a fome necessária para tal, armazenando assim energia que não irá utilizar durante todo o dia. Deste modo, ao comer mais lentamente chegará a um ponto em que se aperceberá de que já não tem fome, levando-o a parar de comer no momento certo, melhorando assim a forma como toda a sua digestão será feita daí para a frente.

 

A verdade é que para além de todos estes aspetos, existem muitos outros que de uma forma ou de outra contribuem para um estilo de vida mais saudável, como é o caso da prática de exercício físico e do distanciamento de substâncias como o álcool e o tabaco, que aumentam em muito a nossa qualidade de vida, pelo que está nas suas mãos fazer a escolha correta!

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